Uso de ferramenta de recolhimento de dutos flexíveis e umbilicais como ancoragem provisória

o caso do FPSO cidade de Niterói

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70369/9js22759

Palavras-chave:

Descomissionamento, FPSO, Subsea, Inovação, Custo Evitado

Resumo

No recolhimento de linhas sem conector tem-se utilizado ferramenta de içamento para possibilitar a recuperação de extremidade e o devido recolhimento. Em muitos casos, para a abertura de conexão ou cortes em regiões de TDP, faz-se necessária a ancoragem provisória, habitualmente executada com pesos mortos, que são então laçados à linha que se pretende ancorar, mantendo assim sua posição e evitando seu “escorregamento” em direção à UEP. Nesse cenário, o presente trabalho apresenta a empreitada realizada no sentido de se utilizar a ferramenta de içamento também como ancoragem provisória da linha, ou seja, dando uma segunda e nova utilização para a ferramenta já habitualmente utilizada. Tal desenvolvimento teve como seu foco de aplicação a campanha de pull outs do FPSO Cidade de Niterói. Houve uma primeira fase de Identificação de Oportunidade, seguida do Planejamento, quando houve análise envolvendo diversas áreas, chegando-se ao positivo resultado que apontou viabilidade de aplicação num dado envelope operacional, compreendendo 8 UEHs. Durante o planejamento das operações, identificou-se que essa solução reduziria o escopo típico de 7 passos operacionais para um novo escopo de 3 passos operacionais. Com isso, constatou-se redução de aproximadamente 58% no valor total inicialmente estimado para os pull outs dos 8 UEHs, além de redução da ordem de 50% no total de CO2 equivalente emitido, em relação ao caso típico. Cabe destacar que a solução é escalável, tendo potencial de ser abrangida para outros Projetos do Portfólio da Petrobras, alavancando e capturando assim ganhos ainda mais expressivos para a Companhia.

Biografia do Autor

  • Wendell Dias Pinto, Petrobras

    Graduação (1999) em Engenharia Civil pela UENF. Mestrado (2002) em Ciências de Engenharia (Geotecnia) pela UENF. Especialização (2008) em Gerenciamento de Projetos pela FIA/USP. MBA (2012) em Gestão de Pessoas pela FDC - Petrobras. SUB/IPSUB-BRF/PDES-I/DESC-I – Petrobras, Vitória, Espírito Santo, Brasil. E-mail: wendelldias@petrobras.com.br.

  • Fabiano Hespanhol Viana, Petrobras

    Graduação (2005) em Engenharia Metalúrgica (Ênfase em Materiais) pela UENF. SUB/IPSUB-BRF/PDES-I/DESC-I. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: fhespanhol@petrobras.com.br.

  • Damaci Teodoro da Silva Filho, Petrobras

    Graduação (1988) em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense. Especialização (1990) em Processamento de Sinas pelo IME/RJ. SUB/IPSUB-BRF/PDES-I/DESC-I . Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: damaci@petrobras.com.br

  • Karine de Fátima Vasconcelos, Petrobras

    Técnico (2007) em Mecânica pelo CEFET-RJ. Graduação (2016) em Engenharia Mecânica pela UERJ. SUB/IPSUB-BRF/PDES-I/DESC-I. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: karine.fatima.prestserv@petrobras.com.br.

  • Thiago Michel de Souza Dias, Petrobras

    Graduação (2015) em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. Pós-Graduação (2019) em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UCAM. Pós-Graduação (2024) em Energias Renováveis pela Faculdade Iguaçu. SUB/OPSUB/ISBM/SIDS. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. 
    E-mail: thiago.souzadias@petrobras.com.br

  • Paulo Tavares Fernandes, Petrobras

    Graduação (2001) em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. SUB/OPSUB/ISBM/SIDS. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: paulo.tf@petrobras.com.br

  • André Vettori de Moraes e Silva, Petrobras

    Graduação em Engenharia Elétrica pela UERJ (2006). Curso de formação em Engenharia de Petróleo pela Petrobras (2015). SUB/OPSUB/ISBM/GRIS. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: andre.vettori@petrobras.com.br.

  • Guilherme Fernandes Ventura, Petrobras

    Técnico (2014) em Mecânica pela UTFPR. Graduação (2021) em Engenharia Mecânica pela UTFPR. Pós-Graduação (2023) em Engenharia Submarina pela UP/PETROBRAS. SUB/ES/EDESC/EBD. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: guilherme.ventura1@petrobras.com.br

  • José Maria Castilho, Petrobras

    Graduação(1979) em Engenharia Mecânica pela Universidade Católica de Petrópolis; Pós-Graduação (2005) em Engenharia de Manutenção pela UFRJ. Petrobras: SUB/ES/EDESC/EBD. Petrobras, Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: jmcast@petrobras.com.br 

Referências

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SANTANA, A. L. B.; SEMEDO, E. S.; CASTILHO, J. M.; FERNANDES, P. T.; PINTO, W. D.; CASTRO, L.C.E.; SILVA, W.A. da. Challenges to Recover Subsea Umbilicals in Decommissioning Projects. In: OFFSHORE TECHNOLOGY CONFERENCE, Houston, 2023. Proceedings […]. DOI: https://doi.org/10.4043/32214- MS. Disponível em: https://onepetro.org/OTCONF/proceedings- abstract/23OTC/23OTC/D022S058R013/519067. Acessoe m: 22 fev.2026.

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Publicado

2026-04-30

Edição

Seção

Número Especial de Descomissionamento

Como Citar

Pinto, W. D., Viana, F. H., Silva Filho, D. T. da, Vasconcelos, K. de F., Dias, T. M. de S., Fernandes, P. T., Silva, A. V. de M. e, Fernandes Ventura, G. ., & Castilho, J. M. (2026). Uso de ferramenta de recolhimento de dutos flexíveis e umbilicais como ancoragem provisória: o caso do FPSO cidade de Niterói. Revista Técnica Da Universidade Petrobras , 3, 1-13. https://doi.org/10.70369/9js22759