Reinventando a conexão submarina

desafios e soluções inovadoras para a restauração de linhas de ancoragem em conexão submersa a meia água sem a utilização de guinchos a bordo da UEP

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70369/2nrhkr64

Palavras-chave:

Ancoragem, Conexão submarina, Operação submarina, Manutenção

Resumo

O presente trabalho tem como foco a apresentação de uma metodologia pioneira e revolucionária empregada nas manutenções corretivas emergenciais das linhas de ancoragem #9 da plataforma P-53 e #19 da plataforma P-54, realizadas em novembro de 2021 e janeiro de 2022, respectivamente. A metodologia consiste na recuperação das duas extremidades da linha de ancoragem rompida, desconexão e substituição dos componentes danificados, e reconexão submersa da linha, mantendo-a próxima à tração projetada, sem necessidade de acionar guinchos ou outros equipamentos a bordo da Unidade Estacionária de Produção (UEP). Este método é inédito na Petrobras e na indústria de petróleo como um todo, tendo sido desenvolvido, estruturado e procedimentado exclusivamente por equipe de engenharia própria e primeirizada da Petrobras. Os principais desafios encontrados para a execução deste tipo de operação são a elaboração de um arranjo de conexão com tamanho e pesos manuseáveis pelas embarcações AHTS disponíveis na frota, a simulação de distâncias e cargas aplicadas pelas embarcações AHTS nas duas linhas a serem conectadas e a coordenação da operação de pelo menos 5 embarcações + UEP envolvidas na manobra. Como principais inovações e implementações utilizadas para alcançarmos os resultados obtidos podemos destacar a utilização de software proprietário (SITUA) para simular as operações, que conta com a possibilidade de inserção de obstáculos, cálculos de distâncias, verificação de interferências, carregamentos e condições ambientais.

Biografia do Autor

  • Leiz Nunes Pereira da Silva, Petrobras

    Engenheiro mecânico pela Universidade Federal Fluminense e cursando MBA em gestão de projetos pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP/IPTEC). Possui 16 anos de experiência na indústria do petróleo, onde atua como engenheiro de equipamentos pela Petrobras, é um profissional multifacetado com sólida expertise em manutenção e inspeção de equipamentos de movimentação de cargas, especialmente em plataformas marítimas. Ao longo de sua carreira, atuou em diversas áreas, desde a engenharia reversa e projetos de automação até a gestão de equipes e processos. Atualmente, dedica-se a liderar iniciativas de melhoria contínua e inovação tecnológica em ancoragem na área submarina da Petrobras, buscando sempre otimizar processos e garantir a excelência operacional.

  • Rodrigo Alves Pons, Petrobras

    Engenheiro naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possui 17 anos de experiência em ancoragem de plataformas offshore, abrangendo operações, simulações, desenvolvimento de software e novas tecnologias. Atua como consultor desde 2021, com foco nas operações mais críticas ou inovadoras, bem como orientando e transmitindo conhecimento à equipe.

  • Eleandro Meira de Oliveira, Petrobras

    Engenheiro naval pela Universidade do Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. Possui 20 anos de experiência na indústria do petróleo, onde atua como engenheiro naval pela Petrobras. É um profissional com sólida experiência em operações marítimas envolvendo navios e plataformas. Ao longo de sua carreira, atuou também em pesquisa no CENPES (Centro de Pesquisas da Petrobras) e, atualmente, dedica-se a transmitir seu conhecimento à equipe da qual faz parte, bem como coordenar as operações offshore de manutenção ou instalação de sistemas de ancoragem de unidades Petrobras consideradas de maior complexidade.

Downloads

Publicado

2025-02-26

Edição

Seção

Número Especial de Engenharia Submarina

Como Citar

Silva, L. N. P. da, Pons, R. A., & Oliveira, E. M. de. (2025). Reinventando a conexão submarina: desafios e soluções inovadoras para a restauração de linhas de ancoragem em conexão submersa a meia água sem a utilização de guinchos a bordo da UEP. Revista Técnica Da Universidade Petrobras , 2, 1-11. https://doi.org/10.70369/2nrhkr64